16/09/2012
Guião Oculto
Foto extraída de
http://cultura.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/palco-de-teatro/palco-de-teatro-2.jpg
GUIÃO OCULTO
http://cultura.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/palco-de-teatro/palco-de-teatro-2.jpg
GUIÃO OCULTO
Aparências de fachada,
Máscaras de disfarce,
Representações pueris,
Fantasias imaturas,
Egos feridos,
Manipulações emocionais,
Ilusões dos sentidos...
Equívocos e mais equívocos!...
Bem-aventurado quem conhece
O guião oculto
Do palco da vida,
Numa peça co-criada,
Sem limites de tempo!...
Nesse palco…
O papel inspirado
Por seres de luz
E na presença
Invisível da Verdade,
Faz o corpo transparecer
A qualidade do interior.
Nesse palco…
Há geração de vibrações energéticas
E fecundo crescimento interior
Na dádiva e na entrega,
Com a certeza
Da superação do ator.
Almada, 15 de Setembro de 2012
Jorge
Nuno
15/09/2012
Gostaria de Ser...
Gostaria de ser oleiro
E com o barro moldar
Uma ética de referência.
Gostaria de ser tecelão
E criar com o meu tear
Novas vestes de decência.
Gostaria de ser mágico,
A moral estimular
Com o avanço da ciência.
Gostaria de ser alquimista
E o chumbo transformar
No ouro da consciência.
Gostaria de ser pintor,
A tela da vida pintar
Com tintas de clarividência.
Gostaria de ser músico
E a vida abrilhantar
Com pautas de transcendência.
Gostaria de ser humorista
E a tristeza acabar,
Com alegre sapiência.
Gostaria de ser poeta,
As pessoas confortar
Com versos de eloquência.
Gostaria de ser criança
E o mundo modificar
Com os olhos da inocência.
Almada, 14 de Setembro de 2012
Jorge Nuno
10/09/2012
Cruz Invisível
Foto de Jorge Nuno (2012) - Monte das Cruzes, Lituânia
CRUZ
INVISÍVEL
A nossa cruz é invisível,
Que ao Divino transportamos.
Com o sagrado que há em nós,
Tamanha carga aligeiramos.
Vergamo-nos com o seu peso
Se, queixosos, hesitamos.
Caminhamos com um sorriso,
Se, confiantes, nos entregamos.
Bragança, 09 de setembro de
2012
Jorge Nuno
28/08/2012
Palavras de Amor
Foto: Extraída de http://www.tumblr.com/tagged/fotos-de-amor
Palavras de
Amor
Lancemos palavras simples de amor
Alcançando mesmo quem nos quer mal,
Não guardemos malfadado rancor
Que corrói, como ácido em metal!
Palavras e atos, bem redentor
Consciente do juízo final,
Que vibra o espírito do amor
Em fusão com a mente Universal!
A vida é milagre da Natureza,
O amor é a mola bem real
Para uma existência de grandeza.
Espalhemos a palavra fulcral:
Amor – na entrega, dor e tristeza…
E a vida terá sabor especial!
Bragança, 28 de agosto de 2012
Jorge Nuno
Obs.: Soneto feito em resposta ao Soneto de Cida Vasconcellos, intitulado "Palavras de Rancor", ambos publicados no blogue de Horizontes da Poesia.
In "Horizontes da Poesia IV", Coletânea 2012, Ed. Joaquim Sustelo. ISBN: 978-989-95626-8-4
In "Horizontes da Poesia IV", Coletânea 2012, Ed. Joaquim Sustelo. ISBN: 978-989-95626-8-4
16/08/2012
Brincadeira Cósmica
Foto Grand Universe, de Gary Tonge / Urantia Foundation
BRINCADEIRA CÓSMICA
BRINCADEIRA CÓSMICA
Quero exercitar o domínio da ansiedade
Mas estou ansioso demais para o fazer,
Pois dou poder àquilo em que foco atenção.
Quero exercitar o domínio da paciência
Mas estou impaciente demais para o fazer,
Esquecendo que a paciência aceita-me como sou.
Quero acabar com o poder dominador da autoimagem
E tantas vezes me vejo dominado por ela,
Na luta incessante para ser eu mesmo.
Quero estar sempre do lado da verdade,
Mas como posso insistir na sua procura
Se é difícil saber onde está e o que ela é?
Procurei manifestações visíveis de coisas
invisíveis
E, como numa espantosa brincadeira cósmica,
Foi-me dada a oportunidade de sair deste plano… e
voltar!
Almada, 16 de agosto de 2012
Jorge Nuno
15/08/2012
Embelezar o que é belo?
Foto de Jorge Nuno (2012), Riga, Letónia
EMBELEZAR
O QUE É BELO?
Tantas vezes tenho pensado
Escrever um poema de amor
E tantas vezes tenho adiado!
Agora que tenho o ensejo,
E estou com todo o vigor…
Eu quebro e já não o desejo!
É que não vou querer
Nem banalizar a poesia
Nem muito menos o amor!
Há quem confunda este sentimento
Com cartões de rosas e corações,
Rituais em volta da beleza,
Promessas eternas e devoções,
Lutas de ingenuidade e esperteza,
O lacrimejante com o hormonal,
Num misto de dor e prazer,
Luas de mel e vidas de sal,
Vil apego e pura demência
No ato de seduzir e de submeter.
E nada disto capta a sua essência!
Escrito assim, parece um flagelo…
Só não quero embelezar o que é belo!
Almada, 15 de agosto de 2012
Jorge Nuno
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