27/02/2013

Anjinho?



 "Imagem" do autor. Foto e tratamento de imagem por Rafael Nuno (2013)


ANJINHO?



Posso ter uma imagem serena,

Claríssimo ar bonacheirão,

Sem esforço, ter confiança plena,

Ao observar, sentir gratidão.



Posso trabalhar arduamente

Numa selva… e perpetuar paz,

Olhar o céu, devotadamente,

E a empreender ser capaz.



Posso denotar simplicidade

E ter atos de bondade pura,

Ver tudo com naturalidade,

Mesmo o estupro que nos amargura.



Há muito que abandonei o medo.

Há que pagar e piar baixinho?

Que o estupro os leve ao degredo

E não façam de mim um anjinho!



© Jorge Nuno (2013)

14/02/2013

Conexão (Se Eu Souber)

















CONEXÃO (SE EU SOUBER)



Posso tomar o lugar do condutor,

Dar à vida nova orientação

Ao usar a mente e ser cocriador.



Posso ampliar a frequência da vibração,

Ao saber que pensamentos projetados

Ganham força com a força da intenção.



Posso retirar bloqueios alojados,

Condição para a total felicidade,

Em vivência plena de significados.



Posso saltar do sonho à realidade

E atrair eventos de excelência,

Após projeção de positividade.



Posso ter introspetiva experiência

E encontrar um sentido coerente

Feito de aparente coincidência.



Posso sentir que tudo é evidente

Mas reconheço, nada pode mudar

Enquanto eu não mudar a minha mente.



Posso ser dono da vida a transformar,

Ter falhas, andar por caminho disperso…

Mas sei que nunca terei a quem culpar.



Posso sintetizar tudo num só verso,

Manter ou rasurar tudo que escrevi,

Importa é conectar ao Universo.



© Jorge Nuno (2013)

13/01/2013

Contentamento


CONTENTAMENTO

Ontem,
Com tanta inquietude,
A mente quis outros caminhos
E eu, desajeitado,
De cabeça desfeita,
Arrastei o corpo com ela
No desespero da busca,
Como que à procura
Do pote de ouro
No fim do arco-íris.

Hoje,
Sinto contentamento,
Com mente e corpo juntos,
Por fazer o que quero fazer,
Sem procurar refúgio seguro,
Por abençoado que sou
Ao escutar o coração,
Os sussurros do divino,
E em deleite interior
Ter encontrado o caminho.

© Jorge Nuno (2012)

Erros e Acertos


ERROS E ACERTOS

Por vezes erro…
Na severidade da auto-observação
Que me transtorna e desarma;
Na luta contra partes de mim
A raiar a autoagressão;
No meu sentido de luta
Quando não fará sentido;
Na insistência em querer consertar
O que sempre esteve funcional;
Na interiorização de vozes externas
De aprovação e reprovação;
Na teimosia em pisar
A semente antes de germinar.

Por vezes acerto…
Na forma de dar vida
Ao meu génio interior;
Na passada que me leva
Pelo caminho da inspiração;
Na vivência da intenção
Sem acusar a tensão;
No modo sentido do desejo
Sem denotar apego;
No desvanecer dos dilemas diários
Ao libertar-me dos medos;
Na procura de viver a felicidade
E não viver para a felicidade.

© Jorge Nuno (2012)

Guerreiro Sem Descanso


GUERREIRO SEM DESCANSO

Não dou descanso ao guerreiro
Na batalha da imposição, que rejeito,
Em lutas que é necessário travar,
Porque a esperada mudança,
Quer aceitemos ou não,
Não se faz por imposição.

Não dou descanso ao guerreiro
Na batalha de vontades, que aceito,
Em ganhos de luta interior,
Porque a esperada mudança,
A tal que nos revigora,
Faz-se de dentro para fora.

Irei procurar manter,
Em alerta, o estado de vigília
E o mecanismo de sobrevivência,
Para ficar em segurança,
Fora da prisão invisível
Criada pelas minhas limitações mentais,
Que por vezes me mantém cativo,
Até conseguir aumentar
O conhecimento consciente.

© Jorge Nuno (2012)

20/12/2012

Semente do Saber



SEMENTE DO SABER

Assolado por desconforto,
De tormentos construído,
Se sinto opressão no fazer
E necessidade de crescer,
Com a semente do saber
Afasto-me da inação,
Imprimo à atitude, firmeza,
E vou além da incerteza.

Regulo o despertador interno,
Oriento a bússola
Das sensações íntimas
E, com a liberdade do ser,
Sem enfoque no ter,
Espero da mente, lucidez,
E com a devida temperança
Promovo a mudança.

Vivencio, então, com prazer,
A minha zona de conforto,
Ao ver surgir do nevoeiro,
De retorno a bom porto,
Em novo ciclo prazenteiro
A ansiada alegria de viver.

© Jorge Nuno (2012)

14/12/2012

Tempo para Viver

  "O Valor do Tempo", técnica mista s/ tela, 30x23, Jorge Nuno (2008)


TEMPO PARA VIVER

Posso divagar
E ver o tempo fugir.

Posso tardar
E não ter tempo de reagir.

Posso parar
E ver o relógio a andar.

Posso acelerar
E ver a vida escapar.

Assim como posso encontrar
Tempo para relaxar,
Tempo para meditar
E tempo para viver
A vida devagar.

© Jorge Nuno (2012)