01/04/2014

Postal para o Inconsciente



Os Sabotadores (seus inimigos internos) são um conjunto de padrões mentais automáticos habitualmente presentes na sua vida. Cada um desses padrões é dotado de voz própria, crenças e pressupostos que contrariam os seus melhores interesses.

Shirzad Chamine

Presidente do CTI (Coaches Training Institute), MBA por Stanford, onde é docente, e doutorado em Neurociência e formado em Psicologia. Foi o introdutor do novo quociente de inteligência – Inteligência Positiva.




POSTAL PARA O INCONSCIENTE



Mando um postal ao meu inconsciente

Sem carteiro ou redes sociais.

Sabotadores perfilam de frente

Encetando lutas desiguais.



O Juiz teima em afetar a mente

Apontando defeitos abismais,

O Picuinhas traz tensão premente

No aprimorar de escritas normais.



O Ás reduz a vulgo dependente

Do uso correto do alfabeto

Tão-só validado externamente.



Os Sabotadores são cianeto,

Mero postal é afã permanente…

Eu só quis agradecer o soneto!



© Jorge Nuno (2014)


30/03/2014

Sofrimento



O sofrimento deixa de o ser no momento em que se lhe descobre um sentido.



Sylvia Browne [Sylvia Celeste Shoemaker] (1936 – 2013)

Autora norte-americana de renome mundial, com perceção extrassensorial, fez e participou em programas de rádio e televisão e ajudou pessoalmente milhares de pessoas, fazendo uso de grande parte do seu tempo para trabalhos com organizações humanitárias.



SOFRIMENTO



Génese de um conflito normal…

Lamento, angústia, aborrecimento…

Até ao clímax de um temporal,

Espraia-se um mar de sofrimento.



A mente, sempre em qualquer momento,

É motor de transformação real,

Ascendente de desenvolvimento,

Fim da frustração existencial.



Com anúncio do tempo do advento,

Na íntima escolha, ponto fulcral,

Compreender o sofrer dá alento.



Encontrado o sentido natural,

Sofrer… é estar de alegria sedento

Numa plenitude de paz geral.



© Jorge Nuno (2014)

12/03/2014

Em Busca de um Sentido Real



EM BUSCA DE UM SENTIDO REAL



Rostos cinzentos na noite escura,

Falhas de pão, liberdade retida,

Travos de uma esperança perdida

Toldada p’lo medo, na ditadura.



Sonhos legítimos ganham vida.

Militares, em atos de bravura

Que provocam efeitos de rutura,

Devolvem-nos dignidade acrescida.



Hoje sente-se uma regressão.

Irmãos: acordai do sono letal,

Mente focada na libertação!



Coragem! Sem agonia mental

Ousemos dar passos de indignação

Em busca de um sentido real.



© Jorge Nuno (2014)