15/08/2012

A Efemeridade


Foto extraída de miguitarrablusera.blogspot.com


A EFEMERIDADE


O metrónomo oscila,

Ritmado, austero, inflexível…

Como inflexíveis parecemos caminhar

Num ciclo incessante de insatisfação,

Sem a noção da efemeridade.

No trajeto, vamos encontrando tabuletas

Que nos poderiam dar orientação…

Mas não ligamos aos sinais!

Caminhamos por estrada indevida

Ou simplesmente caminhamos, caminhamos…

E o metrónomo monótono

Continua implacável

Na medição do compasso…

E nós sem acertar o passo!

Há tempo que parece fugir

E há que enxergar a efemeridade!

Pois se o que é importante é efémero

É urgente ativar a bússola interior,

Elevar a mente e abdicar de apegos,

Seguir a verdade do coração,

Aproveitar a oportunidade de existir

E partilhar o milagre da vida.


© Jorge Nuno (2012)