01/07/2012

O Reparador Beijo Invisível


O REPARADOR BEIJO INVISÍVEL

Um planeta em expiação…
Espera demorada para se redimir.
Ambiências conturbadas,
Eternas lutas intestinas,
Por coisas grandes e pequenas.
Muita gente à deriva…
Num contágio virulento.
Mais do que a fome do pão nosso
Que devia ser de todos os dias...
Parece haver fome de alimento espiritual,
Fome de orientação espiritual!
Como quem neste inferno,
Com ou sem esperança, procura um “sinal”!
Vou ao encontro desse “sinal”,
Em silêncio, invoco proteção divina
(A que consola os enfermos, os moribundos…)
E inspiro-me e ajo pelo pensamento.
Acabei de receber um beijo invisível,
Da centelha divina que há em mim,
Dado à velocidade da luz!
Tranquilo, escrevo mais um poema,
Daqueles que eu próprio lerei
Para absorver o conteúdo
E prolongar a eufórica sensação de paz,
Neste planeta em expiação.

Bragança, 1 de julho de 2012
Jorge Nuno